Dra Juliana Mendonça

Dor e manchas pelo corpo: entendendo os sintomas de Herpes Zóster

Os sintomas de Herpes Zóster costumam começar de um jeito discreto, mas rapidamente chamam atenção pela dor intensa e pelas manchas que surgem na pele. 

Embora seja uma condição comum, muita gente não percebe os sinais logo no início e isso pode atrasar o tratamento, piorar o quadro e prolongar o desconforto. 

Por isso, entender exatamente como o Herpes Zóster se manifesta faz toda a diferença para procurar ajuda médica no momento certo e evitar complicações.

O Herpes Zóster, popularmente conhecido como “cobreiro”, surge quando o vírus da catapora, que fica adormecido no organismo, volta a ser ativado. 

Em geral, isso acontece quando o sistema imunológico está enfraquecido, seja por estresse intenso, idade avançada, doenças crônicas ou algum episódio em que o corpo perde um pouco de suas defesas. 

Mas o grande problema é que a dor costuma surgir antes mesmo das lesões na pele, o que confunde muita gente.

Neste texto, vamos explorar de forma simples e direta como a doença aparece, quais são os sinais que merecem atenção, quando procurar ajuda e como cuidar do corpo durante a recuperação.

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Sintomas de Herpes Zóster: o que você precisa analisar logo no começo

Os sintomas de Herpes Zóster normalmente começam com uma dor localizada que parece desproporcional ao que se vê na pele. 

Algumas pessoas descrevem como uma queimação profunda, outras sentem pontadas, formigamento ou uma sensibilidade exagerada ao toque, até a roupa encostando pode incomodar. 

Esses sinais iniciais muitas vezes surgem de um lado só do corpo, seguindo o caminho de um nervo.

Depois de um ou dois dias, começam a aparecer as manchas avermelhadas, que rapidamente evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. 

É uma fase em que o desconforto costuma aumentar: a região arde, coça, fica quente e sensível. Com o passar dos dias, essas bolhas estouram, secam e viram casquinhas.

Um ponto importante é que a infecção não aparece “espalhada” pelo corpo todo. Ela segue um trajeto linear, como uma faixa, geralmente na barriga, nas costas, no peito ou no rosto. 

Por isso, muita gente associa o nome “cobreiro” a esse desenho em linha ou meia-lua.

Mas o que nem todos sabem é que, além das manchas, o Herpes Zóster também pode trazer sintomas gerais como febre baixa, cansaço, dor de cabeça e mal-estar. 

No rosto, ele merece atenção redobrada, especialmente quando atinge os olhos, já que pode causar complicações mais sérias se não tratado rapidamente.


Por que o Herpes Zóster dói tanto?

A dor do Herpes Zóster costuma assustar porque é intensa e persistente. Isso acontece porque o vírus atinge diretamente os nervos. 

Quando o sistema imunológico fica fragilizado e o vírus é reativado, ele se multiplica dentro dessas fibras nervosas, causando inflamação local. 

É como se os nervos ficassem “irritados”, enviando ao cérebro sinais exagerados de dor mesmo com estímulos pequenos.

Existe também a chamada neuralgia pós-herpética, uma complicação que pode acontecer quando a dor continua mesmo depois das lesões já terem desaparecido. Em algumas pessoas, esse incômodo pode durar semanas ou até meses. 

Por isso, é muito importante iniciar o tratamento cedo. Afinal de contas, quanto mais rápido a pessoa procura ajuda, menor o risco de desenvolver esse tipo de dor prolongada.


Quando as manchas começam a aparecer e como elas evoluem

As manchas do Herpes Zóster não surgem de uma vez. O processo é gradual. Primeiro, aparece a vermelhidão, em pequenos pontos próximos uns dos outros. 

Em seguida, surgem pequenas bolhas agrupadas. São essas bolhas que provocam ardência e a sensação de pele “quente demais”.

Com o passar dos dias, geralmente entre 7 e 10, as bolhas secam e formam casquinhas, que acabam caindo naturalmente. Enquanto isso acontece, a dor pode continuar, mas tende a melhorar aos poucos.

É muito importante não cutucar nem estourar as bolhas, pois isso aumenta o risco de infecção, deixa cicatrizes e prolonga o processo de cicatrização. 

Compressas mornas ou frias, boas orientações médicas e uso de medicamentos adequados ajudam bastante a aliviar essa fase.


Quem tem mais chance de desenvolver Herpes Zóster

Qualquer pessoa que já teve catapora pode desenvolver o Herpes Zóster, mas alguns fatores aumentam o risco. Por exemplo:

  • Idade acima de 50 anos;
  • Sistema imunológico enfraquecido;
  • Estresse físico ou emocional;
  • Doenças crônicas,
  • Uso de medicamentos que diminuem a imunidade.


O envelhecimento é um ponto-chave. Com o passar dos anos, o sistema imunológico naturalmente perde um pouco da sua força, criando um cenário mais favorável para o vírus “acordar”. 

Mas isso não significa que pessoas jovens estejam totalmente protegidas. Afinal, o estresse intenso e algumas infecções também podem desencadear o quadro.


Quando procurar ajuda médica

A orientação ideal é procurar um médico assim que você notar dor localizada que não melhora e manchas ou bolhas surgindo no mesmo trajeto. Quanto antes o tratamento é iniciado, mais rápido o alívio chega e menor o risco de complicações.

Além disso, também é importante buscar atendimento com urgência se:

  • A dor estiver muito intensa;
  • As bolhas aparecerem no rosto, especialmente perto dos olhos;
  • Houver febre persistente,
  • Você tiver alguma condição que comprometa a imunidade.


O tratamento costuma incluir antivirais, analgésicos e medidas para aliviar o desconforto na pele. Com o acompanhamento adequado, a evolução tende a ser positiva.


Cuidar da sua saúde começa pela atenção aos primeiros sinais

Cuidar dos sinais que o corpo envia é sempre o melhor caminho. A dor e as manchas do Herpes Zóster não devem ser ignoradas, porque o diagnóstico precoce faz muita diferença na recuperação e na prevenção de dor prolongada.

Eu sou a Dra. Juliana Mendonça, médica clínica geral e acredito profundamente na importância de uma escuta atenta e cuidadosa. 

Meu compromisso é entender o que você está vivendo e construir ao seu lado um plano de cuidado que realmente funcione no seu dia a dia.

Se sentir que precisa de orientação, estou aqui para ajudar! Agende sua consulta e vamos cuidar da sua saúde com acolhimento, clareza e atenção!

Dra Juliana Mendonca

Dra. Juliana Mendonça é médica clínica geral e se dedica ao cuidado integral da saúde, com foco no bem-estar e qualidade de vida dos pacientes. Atualmente está se especializando em Geriatria, onde poderá intensificar seus cuidados ao público 60+. Atende com total atenção e acolhimento, oferecendo orientações personalizadas para cada fase da vida. Para mais informações ou agendamentos, entre em contato pelo telefone (31) 99130-5460 ou pelo e-mail contato@clinicadrajulianamendonca.com.br

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